Uma vez uma pessoa me disse que o analista de TI é uma máquina super bem ajustada de transformar cafeína em bits… Claro, para ter bits escovados, precisará de café de qualidade… 😜
Atualmente, chegando aos 50 anos de idade e com mais de 30 anos de experiência em TI começo a achar que está na hora de uma recauchutagem nessa maravilhosa máquina de transformar cafeína em bits… Ando percebendo um certo sono, uma leve desmotivação… Ando precisando de muito mais cafeína para ter bits escovados. 😒
No entanto, também penso que nos últimos tempos, tenho deixado muito tempo esse motor na “marcha lenta”… Desafios vencidos, novidades escassas, evolução lenta, estrutura cansada… Muitas vezes me sentindo uma Lamborghini andando pela rodovia Transamazônica. Carro certo, mas no meio errado. 🤣
Talvez esteja na hora de colocar essa Lambo numa pista de corrida, com uma longa reta para ver até onde ela pode chegar, né?
Vivemos em tempos conturbados e de grande correria no mundo empresarial. A balança da “mais valia” está sendo alterada novamente e as grandes corporações estão cada vez mais gananciosas, enquanto os trabalhadores estão cada vez mais encurralados entre uma vida sem qualidade ou uma vida sem recursos financeiros suficientes.
Felizmente, esse não é o meu caso, e após um ano de uma jornada estressante, cheia de cobranças, mas com boa recompensa financeira, recebi uma proposta que me fez pensar bastante.
A proposta me traria um ganho financeiro menor, em uma redução que para uma boa parcela dos trabalhadores seria inaceitável, no entanto, um ambiente de trabalho menos estressante, mais desafiador e uma atividade diferenciada poderia tornar essa redução aceitável?
Portanto, a dúvida era clara: maior ganho financeiro ou maior qualidade de vida?
Devo deixar claro que a redução não me deixaria em uma situação financeira tão confortável quanto eu estava e os desafios de uma troca de função sempre nos faz desconfiar se realmente temos capacidade para atender as expectativas do empregador. Tudo isso são pontos que pesam na vida das pessoas, ainda mais quando o que está em jogo é manter o emprego atual, que já sabe o funcionamento ou apostar em uma função nova, onde a coisa pode ir por água abaixo e deixar a pessoa totalmente desempregada.
Esse foi o ponto que eu estava: deveria apostar ou deveria manter o que já tinha? Seria uma rodada de “tudo ou nada”, e se não fosse por ter uma família a sustentar a aposta não seria tão crítica.
No entanto, com todas as conversas que tive com um amigo que já trabalhava a mais de uma década na empresa, o apoio da esposa e dos filhos, mesmo cientes de que durante um tempo teríamso que passar por um contingenciamento de recursos forte, tomei a minha decisão e mudei de emprego.
Já estou trabalhando no Terra Networks Brasil a quase 3 meses, fechando meu contrato provisório e partindo para o definitivo, e tenho certeza que fiz a escolha certa. Estou trabalhando com uma equipe super profissional, com um conhecimento imenso do que fazem, que apoiam essa minha transição de uma maneira muito legal.
Estou muito feliz por ter escolhido a qualidade de vida…
Infelizmente, na filosofia, não existe verdade absoluta. Isso se deve pelo que se tem como verdade. A Verdade é aquilo que, baseando-se em fatos e em evidências, racionalmente nos parece mais correto. No entanto, nossa racionalidade não é muito racional, isso porque não somos máquinas. Computadores encontram verdades, usando cálculos matemáticos e a constante que 2 sempre será 2. Se for aproximadamente 2, ainda não será 2.
Nossa mente funciona de maneira diferente, muito menos verdadeiro/falso e muito mais aproximadamente e sensação.
Desta forma, não coloco nada sobre qualquer um que entrou na discussão sobre Software Livre versos Software Open Source esteja certo ou errado. Fico mais com o meu sentimento e meu conhecimento de mercado corporativo (apenas 16 anos de mercado corporativo e Software Livre).
O mercado não quer e nunca ira querer assumir os riscos. Portanto, nenhum software que traga a informação “Seu uso é por sua conta e risco” entrará no mercado corporativo. Isso é um fato, não uma verdade. Tirem as verdades a partir disso.
O mercado não está interessado em ser justo, em ser correto e em ser estável. O mercado corporativo está interessado em ser lucrativo. Para isso, precisa de uma empresa que dê suporte aos seus sistemas, para o caso de ter problemas e isso causar perda financeira tenha “no de quem colocar”. Por isso o GNU/Linux abriu espaço no mercado corporativo com sistemas “baseados”, como o VMWare, Oracle Rack, etc, e algumas distribuições mais comerciais do que alinhadas com o Software Livre, como SuSE e Red Hat.
Esperar que o mercado assimile a identidade do Software Livre, os conceitos das liberdades, a ideia de retornar à comunidade o que se tira dela, é uma utopia. Serve como sonho, como objetivo que devemos lutar para alcançar, mesmo sabendo ser inatingível, mesmo sabendo que, neste momento, isso “nunca” acontecerá.
No entanto, gosto da frase que diz: “Esqueceram de informar-lhe que seu objetivo era inalcançável e ele foi lá e o fez acontecer”.
Precisamos no mundo dos “distraídos” que esquecem que seu objetivo é inalcançável, assim como precisamos de profissionais “pé no chão” que vão abrindo caminho devagarzinho… Nos complementamos assim, e viva o Software Livre.
A Associação Software Livre (ASL.Org) iniciou nesta quinta-feira (4) uma campanha de arrecadação de fundos para a continuidade de seus trabalhos, entre eles a organização da 17ª edição do Fórum Internacional Software Livre (FISL17), que acontece de 13 a 16 de julho em Porto Alegre.
A instituição existe há 12 anos e, além do FISL, é responsável por operacionalizar iniciativas como o Projeto Software Livre Brasil, Conexões Globais, Oficina de Inclusão Digital e Participação Social (OID) e Rádio e TV Software Livre.
A ASL também faz a representação legal e formal de diversas comunidades e coletivos que precisam de uma personalidade jurídica para realizar atividades que promovam o conhecimento livre.
O objetivo da campanha é atingir mil doações para a manutenção das ações e projetos da entidade. Para estimular as contribuições, as pessoas que contribuírem com R$170 recebem uma camiseta oficial do FISL e um ingresso de cortesia para o evento. É possível também destinar o ticket para um fundo voltado a estudantes de escolas públicas.
Peço desculpas pelos transtornos que tivemos nos últimos meses, pois houve uma pequena catástrofe com nossos servidores e, devido ao grande fluxo de trabalho, tive que deixar o site UniversoLivre.Net.BR em segundo plano.
Finalmente consegui recuperar todo o conteúdo e disponibilizá-lo novamente para consulta.
Aproveitei para dar uma cara mais moderna e um novo conceito de cores (de forma intencional, levemente parecido com as cores que o Projeto Debian utiliza). Espero que gostem desse novo design.
A um tempo atrás estava falando das vantagens do Android 4.0 (ICS) para o Defy+ neste post, mas com o tempo e o uso fui identificando diversas falhas, bugs (como o da bateria), e pequenas coisas bem irritantes que ocorriam com meu telefone que não me permitiam usá-lo de forma efetiva e, mais, eficiente. Por exemplo, pelo menos uma vez por dia eu era obrigado a desligar o aparelho, retirar a bateria e esperar ele esfriar (a bateria chegava a 40ºC), colocar a bateria e iniciar novamente.
Foi então que percebi uma grande mudança no desenvolvimento que o “Quarx” está fazendo para portar o Android 4.1 (Jelly Bean – ou JB, apenas -) e resolvi testar.
Em um primeiro momento meio que me decepcionei, pois os mesmos problemas continuavam ocorrendo. Mas o Fórum de usuários XDA me ajudou, pois coloquei uma inscrição a respeito dos problemas que estavam me alarmando e a resposta foi direta: “Não existem esses bugs pois todos já foram corrigidos! Comece o processo do zero novamente e confira.” E foi o que fiz, e o resultado é impressionante. Vejam:
O sistema ficou muito mais estável, não pendura ou tem lentidão (claro que não conto aqui a lentidão clássica do 3G do Brasil), ficou mais bonito ainda e evoluído em alguns softwares, abre portas para uso dos softwares mais atuais do Google (como o Google Now, o Google Music Play e o mais novo Maps) e o melhor: a bateria do meu celular passou a durar mais de 15 horas com o uso comum que faço (mesmo com a ROM original não chegava às 12 horas de uso) e aquele velho problema da drenagem da bateria em conjunto com o aquecimento não ocorre mais.
Vejam algumas imagens interessantes:
Iniciando o processo:
Para iniciar o processo foi necessário retornar ao início da vida do meu Defy+ (faça backup de tudo antes, pois tudo será apagado na memória do celular – o cartão de memória fica intacto). Se você nunca trocou a ROM de seu celular, basta fazer um “Factory Reset” ou nas configurações acessar a opção “Voltar às configurações de fábrica”.
Agora, se você já trocou a ROM do seu Defy+ alguma vez, o processo é um pouquinho maior, pois é de suma importância que ele esteja em estado “de fábrica” para iníciar processo. Para isso, usa-se um “programete” chamado sbf_flash para Linux ou o RsdLite para Windows e uma das imagens da ROM original do Defy+. O sbf_flash está disponível aqui, mas o RsdLite não testei (não uso drogas viciantes como Windows 😛 ).
Esses passos só são necessários se seu Defy+ já está com uma ROM personalizada:
Reinicie seu celular e entre no BootMenu;
Vá em “Recovery” e em seguida em “Custom recovery”;
Execute o “Format data/Factory reset”;
Vá em “Advanced” e selecione “Clear Dalvik Cache”;
Desligue seu celular;
Ligue seu celular e mantenha o botão “Volume up” pressionado;
Conecte o cabo USB no celular e no computador;
Execute o comando: sbf_flash SBF_FILE
SBF_FILE é o nome do arquivo retirado de um dos arquivos compactados DFL abaixo:
Aguarde o término do processo. Seu celular voltará às configurações de fábrica.
Pronto, agora tem em suas mãos seu Defy+ como saído da caixa. Pule a configuração inicial (ela será perdida de qualquer forma) e continue como se nunca tivesse colocado outra ROM em seu aparelho.
Rooteando e instalando o BootMenu:
Quarkx (a pessoa por trás do desenvolvimento do Jelly Bean para Defy e Defy+) criou um pacote que torna simples o processo de Rootear e instalar o BootMenu. Em cima deste pacote, portei o processo para GNU/Linux e empacotei novamente, portanto o pacote root.and.bootmenu.defy.v1.1.5.rar serve para as duas plataformas.
Baixe o arquivo e descompacte-o. Dentro do diretório recém criado execute o script “runme.bat” se você utiliza RWindows ou “./runme.sh” se você usa GNU/Linux. O processo roda todo sozinho, aguardando a conexão do aparelho, instalando os arquivos necessários, acertando permissões e deixando pronto para que você possa instalar qualquer ROM personalizada.
Instalando a nova ROM no Defy+:
Para iniciar esse processo, tenha certeza de ter 70% ou mais da bateria de seu Defy+ disponível ou mantenha-o conectado na tomada ou na USB de seu computador durante todo o processo. Caso a bateria acabe no meio do caminho terás que iniciar o processo do começo novamente (inclusive os passos para quem já usa uma ROM personalizada). O processo leva, ao todo, em torno de 40 minutos, mas até ter seu celular totalmente configurado como gosta de usá-lo, com todos os contatos, todas as contas, todos os Apps, etc, pode levar muito mais tempo.
Para começar, baixe a imagem da ROM que será instalada daqui. A imagem que instalei inicialmente foi a do dia 18/11/2012. Caso seja corajoso, use a versão mais recente de todas (eu costumo esperar um ou dois dias para ver se não aparece outra imagem logo em seguida – o que significa que a anterior tinha algum problema grave). Não esqueça de verificar se o arquivo chegou corretamente, baixando o arquivo com mesmo nome seguido de “.md5sum” e usando o comando “md5sum -c NOME_DA_ROM.zip.md5sum” (no GNU/Linux, no Windows terás que baixar um testador de md5sum – boa sorte na busca no Google) o retorno deve ser algo como “NOME_DA_ROM.zip: SUCESSO”. Isso garante que a imagem não foi danificada durante o download.
Baixe, também, os Aplicativos Google mais recentes para Jelly Bean. Eu estou usando e recomento esse arquivo aqui, os arquivos podem ser baixados diretamente do site do Goo.im. Pode ser muito tentador pegar a versão do dia 28/12/2012 e o novo aplicativo de galeria e Camera do arquivo de extras, mas eu garanto, existem bugs e a camera/galeria vai sugar sua bateria aquecendo ela acima dos 40º.
Agora coloque esses dois (ou três) arquivos no cartão SD do seu celular em uma pasta específica (só para que fique claro onde estão os arquivos, facilitando a localização dos mesmos). Como exemplo, usaremos o /JB.
Reinicie o celular;
Assim que acender um LED AZUL, pressione o botão de volume para baixo;
No BootMenu as teclas de volume trocam a seleção de opção e a tecla Liga/Desliga funciona para selecionar a opção;
Selecione a opção “Recovery” e em seguida “Custom Recovery”;
Novamente limpe o diretório “data” e o cache, escolhendo a opção “Wipe data/factory reset”;
Selecione “Install zip from sdcard” e em seguida “choose a zip from sdcard”;
Selecione a pasta onde esta o zip (em nosso exemplo “JB/”) e em seguida a imagem ROM que você baixou;
Navegue pelas opções até o “Yes – Install NOME_DA_ROM.zip” e confirme;
Em seguida, selecione novamente “choose zip from sdcard”, volte à pasta JB/ e selecione o arquivo gapps-jb-4.2.1-DATE-signed.zip;
Navegue pelas opções até o “Yes – Install gapps-jb-DATE-signed.zip” e confirme;
Repita os passos 8 e 9 com o arquivo gapps-jb-4.2.1-extra-signed.zip caso queira;
Selecione a opção “+++++Go Back+++++” duas vezes;
Selecione “Reboot”;
Agora o logo animado da CyanogenMod aparecerá depois do logo da Motorola. O sistema está se instalando, o que significa que muitas alterações devem ser feitas antes dele estar pronto para uso. Aguarde pacientemente, pois pode levar até 20 minutos. Assim como as versões anteriores, coisas estranhas podem acontecer durante esse processo (o celular reiniciar sozinho ou até mesmo travamentos). Caso leve mais de 20 minutos para que ele esteja pronto para usar, desligue o celular retirando a bateria e aguardando cerca de 30 segundos antes de retorná-la. Ligue-o novamente e aguarde os 20 minutos de novo.
Pronto, é só configurá-lo, deixá-lo com sua cara e curtir o novo Android 4.1 em seu Defy+.
Depois desse processo, as atualizações para imagens mais recentes do CM10 dispensam a limpeza do data (ou seja, não há necessidade de reconfigurar tudo a cada atualização) e o processo se torna mais rápido. Atualmente estou usando a imagem do dia 28/11/2012 e a atualização foi bem tranquila, só que não se usa mais o “Defy ROM Updater”.
Deixem seus comentários e dúvidas abaixo. Caso tenha alguma dúvida, verifique antes se já não foi respondido a outro internauta antes de perguntar novamente.
A pouco tempo disponibilizei um passo a passo para que as pessoas conseguissem atualizar seus Defy+ para o mais novo sistema Android estável (a versão 4.0 chamada Ice Cream Sandwiche, ou ICS). Aqueles que o seguiram tiveram a mesma sensação boa que eu tive, mas quando fi carregar o celular teve uma péssima surpresa: a bateria não carrega totalmente, parando nos 84%, mesmo deixando o dia todo carregando. Esse artigo pretende mostrar como pode ser instalado uma pequena correção que diminui essa sensação ruim.
Explicando o problema
Mas antes, gostaria de explicar por que isso acontece. A ROM do ICS para o Defy+ é preparada para celulares americanos, apesar de trazer embutido todo o cadastro de operadoras do mundo. Portanto não tem problema nenhum utilizá-lo aqui no Brasil, no entanto, algumas diferenças de hardware acontecem dependendo de onde o celular foi fabricado. No caso dos Defy+ Brasileiros, eles vem com a bateria do Defy (isso mesmo, a bateria do MB526 no Brasil é a mesma do MB525), mas o processador é diferente.
Assim, nós que compramos nossos Defy+ no Brasil, temos uma bateria que dura cerca de 16% menos… Coincidência, não? O fato é que a ROM do ICS para Defy+ que indiquei no artigo anterior espera que a bateria tenha 4,35V (4,5V nominal) quando carregada completamente, mas ela não passa dos 3,65V (verifique, que está escrito na bateria o valor nominal de 3,8V). Faça as contas e encontrará que 3,654V é 84% dos 4,35V da versão americana. Portanto, não há nenhum bug ou qualquer coisa de errado com a ROM, mas sim com a esperteza da Motorola do Brasil.
Bom, tendo essa explicação em mente, o que vamos fazer? Simples, pegaremos o software que controla o carregamento de bateria da versão do Android original do Defy americano (2.3.5, ou a versão CyanogenMod 7) e colocá-lo para rodar no ICS, claro que com correções que se fizeram necessárias (lembro que não fui eu que fiz a correção, pois não sou programador).
2.) Reinicie o Motorola Defy+ e, assim que piscar uma luz azul (aquele mesmo led que fica piscando quando a bateria está fraca, mas aqui piscará azul) pressione o botão de baixar o volume. Um menu de inicialização será apresentado. Para escolher a opção, use os botões de volume e para selecionar, use o botão de liga/desliga do aparelho;
3.) Vá à opção “Recovery”;
4.) Selecione “Install zip from sdcard”, selecione o ZIP do diretório ICS do cartão;
5.) Quando terminar, dirija-se de volta ao menu anterior e selecione “Advanced”;
6.) Vá na opção “Wipe battery stats”, isso evitará que alguma sujeira da versão anterior atrapalhe a nova versão;
7.) Reinicie o celular.
Agora pode testar se funcionou. pegue seu carregador e deixe-o carregando até que o apareça 100% da bateria carregada (aparecerá a palavra “Carregado” no espaço onde aparecia a porcentagem de carga).
Ficou feliz? Conta aí em baixo comentando esse post.
Nesta semana decidi vencer o medo e atualizar o sistema operacional Android do meu Motorola Defy+ para uma ROM não oficial CyanogenMod. O processo foi simples e rápido, apesar de que precisei de uma estação de trabalho com o sistema da Microsoft para “rotear” o celular.
O que me levou a fazer a alteração:
O Motorola Defy+ é um celular muito bom, resistente, com boa capacidade e versatilidade. O hardware em si impressiona: Processador de 1GHz, 1GB de memória interna, GPS, WiFi, Rádio FM, Câmera de 5 MP e o que mais chama a atenção, é resistente à água. O Android que vem nele é estável, bonito e com funções bem legais como o Motoblur (agrega todas as contas em uma área na nuvem e permite gerenciar seu celular a partir de um site da Motorola), o MotoCast (para quem tem Windows ou MacOS), a integração de redes sociais, entre muitos outros. No entanto peca, e muito, no consumo de recursos, o que o torna lento a ponto de irritar um usuário HardLevel, como eu.
Desde que o comprei, percebo essa lentidão irritante (coisa que não incomoda minha esposa, por exemplo), e comecei a acompanhar o desenvolvimento do Android 4.0 (Ice Cream Sandwich – ICS), e vi que estava ficando muito bom: rápido, bonito, com funções e gráficos aprimorados. Então um colega, proprietário de um Defy, apareceu com a ROM de ICS e me mostrou… Achei incrível como estava melhor. E nesse meio tempo, ainda tive o desprazer de ter meu celular travado com a ROM original por duas vezes.
O processo de atualização:
O processo tem início dando acesso à área de sistema operacional do celular. Pois é, seu celular com Android tem um GNU/Linux por baixo, e para ter acesso à essa área do sistema é necessário “ativar” o superusuário (root) e poder dar acesso a que o usuário de sistema (user) tome os direitos de superusuário.
Complicado? Não precisa se desesperar, se você tiver uma máquina com sistema operacional Windows será mais fácil, mas tem como fazer pelo sistema operacional Linux e MacOS também.
“Rootear” seu celular – adquirir permissões de superusuário
Tentei fazer através do meu Notebook com Debian, mas os artigos que encontrei na internet sempre barravam em um ponto: Funcionavam para o Defy, mas não para o Defy+. Parece o mesmo modelo, é cara de um fucinho do outro, mudam apenas um número (o Defy é MB525 e o Defy+ é MB526), mas o sistema por baixo é totalmente diferente, desde o Kernel. Assim, o processo é um pouco diferente.
No fim das contas, usei a máquina de trabalho (com Rwindows) para usar o SuperOneClick que, como grande atrativo, funciona com grande parte dos celulares Android, detectando-o e colocando as coisas onde tem que ser. É um facilitador, pois além de fazer o processo de rootear, ainda instala o bootmenu.
Instalando a nova ROM
Primeiramente será necessário ter em mãos (ou no HD) uma imagem do novo Android. Eu recomendo pegar a mais nova das “Nightly Builds“, que não são lançadas todas as noites, mas até tem uma certa frequência. De posse do arquivo, monte o cartão de memória do celular em seu computador (seja pelo cabo USB ou retiranco do celular e usando um adaptador para teu notebook).
Crie uma pasta chamada ICS, e coloque nela o arquivo CM9-NIGHTLY-XXXXXX-Defy+.zip (onde XXXXXX é a data da build em formato AAMMDD), Baixe também os Aplicativos Google, que não vêm instalados na ROM. Para facilitar, segue um passo a passo dos comandos (considerando que o sistema já montou o cartão em /media/MOT):
cd /media/MOT
mkdir ICS
cd ICS
wget http://defy-cm.net/defy_plus-cm9-nightly/CM9-NIGHTLY-120613-Defy+.zip
wget http://goo.im/gapps/gapps-ics-20120429-signed.zip
cd
umount /media/MOT
Reinicie o Motorola Defy+ e, assim que piscar uma luz azul (aquele mesmo led que fica piscando quando a bateria está fraca, mas aqui piscará azul) pressione o botão de baixar o volume. Um menu de inicialização será apresentado. Para escolher a opção, use os botões de volume e para selecionar, use o botão de liga/desliga do aparelho. então faça o seguinte processo:
Vá à opção “Recovery”;
Selecione a opção “Wipe data/Factory reset”, você precisará clicar várias vezes para baixo para selecionar “Yes”;
Quando terminar, selecione “Install zip from sdcard”, selecione o ZIP do CM9 que está na pasta ICS;
Quando terminar, selecione novamente “Install zip from sdcard”, selecionando o ZIP do GAPPS que está na pasta ICS;
Depois de terminar essa instalação, selecione “Wipe cache partition”;
Agora selecione “Wipe Dalvik cache”;
Selecione “+++ Go Back +++” até chegar na tela iniciar do bootmenu e selecione “Reboot now”.
Pronto, o processo de instalação definitiva teve início. Aguarde por cerca de, no mínimo, 15 minutos. Se demorar mais de 30 minutos, retire a bateria para desligá-lo totalmente (não é raro o processo de instalação travar), coloque a bateria de novo, ligue-o e aguarde os 15 a 20 minutos da instalação.
Bom, você já segue meu blog, tem um Notebook conversível em Tablet, como o meu ThinkPad X200T, e seguiu algumas das minhas dicas de configuração aqui e curtiu meu script aqui. Agradeço o reconhecimento, mas ainda tem mais coisas que talvez você se sinta perdido (como eu já me senti) e voltou ao meu blog pois está procurando alguns programas e não encontrou. Portanto decidi fazer minha lista de programas imperdíveis para um tablet e programas bem legais.
Programas Imperdíveis
Xournal – Esse é um programa bem legal para fazer notas à mão (o caderno da faculdade). Não sei quanto à vocês, mas estudiosos já falaram que fazer as notas de estudo à mão aumenta exponencialmente a capacidade de memorização. No RWindows 7 existe algo parecido, chamado “Diário do Windows” (em inglês “Windows Journal”);
Avant Windows Navegator – Essa barra de tarefas com estilo MacOS é genial para criar um local para os lançadores de programas. Sua aparência e sua simplicidade no uso e configuração a colocam nessa lista de imperdíveis;
Stellarium – Um planetário de código aberto para o seu computador. Ele mostra um céu realista em três dimensões igual ao que se vê a olho nu, com binóculos ou telescópio. Ele também tem sido usado em projetores de planetários. Basta ajustar as coordenadas geográficas e começar a observar o céu!
CellWriter – Uma grade de painel de entrada natural de escrita (escrita à mão). Conforme você escrever caracteres para as células, a sua escrita é instantaneamente reconhecida. Quando você pressionar Enter no painel, a entrada que você inseriu é enviado para a aplicação como se tivesse digitado no teclado. Apesar de muito chato para “ensinar” sua escrita para ele, depois dessa aprendizagem funciona de maneira incrível.
Para diversão, sugiro:
Pingus – As pessoas com mais de 25 anos de idade e que tiveram uma infância informática como eu devem se lembrar do jogo dos Lemmings. Esse é um clone superdivertido, que utiliza pinguins no lugar dos famosos Lemmings.
Paciência AisleRiot – Diversos jogos de paciência (Solitaire) em um mesmo jogo. Freecel, Spider, MonteCarlo, entre outras tantas opções. Além disso, um visual super legal nas cartas.